Uma questão para pensar neste Natal: “Estou fazendo o meu melhor?”

Uma questão para pensar neste Natal: “Estou fazendo o meu melhor?”

logo_coluna_helio-2Queridos amigos:

Chegamos ao final de 2015 e é claro que eu quero desejar tudo de melhor para todos vocês que me acompanharam aqui, na minha coluna, durante todo esse ano. Espero que eu tenha sido uma companhia agradável e que tenha conseguido, com informações sobre o mundo das corridas e sobre a minha vida, divertir e ajudar de alguma forma.

Minha vida é aquilo que vocês já sabem. Amo o que faço, faço tudo com muita paixão e dedicação e, como em toda competição, posso perder, mas não desisto até a bandeirada. É assim que eu sou. Dona Sandra e Seu Helio me fizeram assim e eu tento, dentro das minhas possibilidades, melhorar sempre.

Sou um homem de família. Vamos passar as festas aqui nos Estados Unidos todos juntos, pois desde criancinha eu aprendi a dar valor para a família. E hoje, tendo ampliado a minha própria família com a Adriana e a Mikaella, esse sentimento em mim fica mais forte.

É um período de mesa farta, troca de presentes e muita alegria. Mas também é um momento para a gente pensar. Desacelerar, às vezes, é bom. Na nossa correria, a gente acaba não olhando para os lados, ficando envolvidos nos nossos problemas e desafios.

Mas a gente tem de olhar para os lados e ver que o mundo é um desafio. Viver é um desafio cotidiano e, mais desafiador ainda, é a tarefa de melhorar enquanto pessoa, profissional e cidadão. O Natal tem de ser pleno de fé e esperança, de comunhão consigo mesmo e com Deus, com sua família e com o mundo. É uma fase da vida para perguntar a si mesmo: “Estou fazendo o meu melhor?”.

Se você me permite, querido Leitor, gostaria de sugerir que fizesse essa pergunta. Se a resposta for “não, não estou fazendo o meu melhor”, seria importante tomar algumas atitudes. Opa, não me entenda mal, não estou dizendo que você tem de jogar fora tudo o que fez até aqui, ignorar sua história e começar do zero. Não, nada disso!

Tenho certeza que você está fazendo a sua parte e não precisa, de repente, virar um “santo” e abraçar o mundo como se fosse uma criança indefesa para resolver todos os seus problemas. Não é isso. Você é um entre bilhões de habitantes do planeta e cada um de nós, mesmo que de forma humilde, podemos contribuir para esse mundo melhor de que tanto falamos, mas nem todos transformam isso em prática.

Como fazer isso, Castroneves?

Sou um homem de fé, vocês sabem. Acredito que Deus tem um plano para cada um de nós e de nós é esperada a boa vontade para cumpri-la. Assim, Há algumas coisinhas que a gente pode fazer. A primeira delas é não odiar. Já repararam como dá trabalho não gostar e, pior, odiar?

Imagine o seu coração. Ele vai receber uma sobrecarga e bater mais forte, independentemente se você tiver uma sensação de amor ou de ódio. Acontece que o coitado do coração, que está lá trabalhando por você, vai ficar contaminado se seu sentimento for de ódio. Já se for de amor, ele vai bater com alegria, puro, como se fosse um cavalo correndo livre num campo. Já viu essa cena? Tem coisa mais bonita?

Eu sei que meu negócio é pilotar e me enrolo um pouco com as palavras. Mas o que quero dizer é que se você conseguir substituir os pensamentos negativos pelos positivos, esse “rio” que corre nas suas veias será mais puro.

“Sim, mas é daí, Castroneves?”.

Vou explicar. Imagine você se concentrando nos pensamentos e nas atitudes positivas. E imagine isso se espalhando como se fosse um “vírus do bem”. De repente, se todo mundo na sua frente, atrás de você e dos lados estiverem pensando positivamente, com amor e sem ódio ou preconceito, isso tem o pontencial de virar uma “onda” gigante.

E essa “onda” vai para a rua de cima, a cidade vizinha, o país do lado, o continente do outro lado do oceano e, pimba! E aí está todo mundo pensando positivo e o mundo, naturalmente, se tornando algo bem diferente desse lugar indígno que é em muitos cantos.

“Xiii, esse Castroneves está sonhando!”.

Sim, estou sonhando por um mundo melhor. Minha filha, meus sobrinhos e todas as crianças do mundo merecem isso. E se você, você e você me ajudarem, a coisa pode crescer. Mas não pode ser da boca pra fora, tem de aceitar as pessoas, suas crenças e individualidades. Tem de olhar com amor as crianças e os velhos, tem de respeitar o outro para ser respeitado, tem de cuidar dos animais e da natureza, e por aí vai.

Esse é o meu sonho de Natal e fico feliz em compartilhar com você.

Vou dar uma pequena parada na nossa coluna semana e em fevereiro eu volto. Ah, se quiser entrar em contato comigo é só enviar um e-mail para press@heliocastroneves.com.

Super abraço e Feliz Natal!​

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