​Muito cedo para pensar em parar.

​Muito cedo para pensar em parar.

logo_coluna_helio-2Oi pessoal, tudo bem aí?

Eu lembro que eu era moleque lá em Ribeirão Preto e nos matinês de carnaval a garotada se divertia. Era uma festa bacana e tinha uma marchinha que dizia mais ou menos assim: “Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira”. E lá ia a gente cantando e brincando com confetes e serpentinas.

Não, antes que o Amigo Leitor pergunte, não estou ficando maluco e nem errei o calendário. Hoje é dia 30 de setembro e, portanto, não é carnaval. Mas eu me lembrei disso porque, depois que eu fiz 40 anos, é difícil uma entrevista sem que eu seja perguntado sobre aposentadoria. Talvez o Leitor também tenha essa dúvida. Sei que já respondi, mas vou detalhar esse assunto com vocês aqui na nossa conversa semanal.

Eu concordo que o automobilismo é um esporte muito exigente não só física mas também psicologicamente. Os replexos precisam estar na ponta dos cascos porque qualquer vacilo a coisa vai para o vinagre. Isso porque a gente tem de tomar decisões imediatas em velocidades superiores a 300 km/h, ficar de olho ao mesmo tempo no cara que está na sua frente e no carro de trás, além de estar atento a tudo ao redor para poder acertar nas estratégias.

Aconteceu comigo e acho que com a maioria acontece a mesma coisa. A gente se preocupa logo de cara com o preparo físico e só com o tempo é que aparece a necessidade de um preparo emocional também. A cabeça precisa estar bem centrada porque, com tanta coisa acontecendo ao redor, a chance de se distrair é grande.

Eu acho que, claro, vai chegar uma hora que nem o mais preparado dos pilotos vai conseguir continuar nas pistas porque a idade pesa e aí não tem o que fazer. Mas esse ainda não é o meu caso. Eu sempre levei muito a sério preparação física, alimentação e também introduzi no meu preparo o cuidado com o emocional. Isso aconteceu aqui nos Estados Unidos e o resultado é que me vejo hoje inteirão, com os reflexos de um garotinho e com a cabeça muito boa.

Enquanto eu estiver me sentindo bem, competitivo e, principalmente, apaixonado pela minha profissão, pode até aparecer um ou outro cabelinho branco, mas tenho muito tempo ainda de pista. Então, essa musiquinha vem bem a calhar: “daqui não saio, daqui ninguém me tira!”.

É isso aí, quando a vida nos dá esse presente de ganhar o pão de cada dia fazendo aquilo que mais amamos, o negócio é agradecer a Deus por essa dádiva e horar isso todos os dias, fazendo sempre o nosso melhor.

Abraço, ótima semana e até semana que vem!​

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