Sessão de Respostas #1.

Helio Castroneves (Foto: Fabio Setimio/Fotoarena)

Helio Castroneves (Foto: Fabio Setimio/Fotoarena)

Olá amigos, tudo bem?
Tenho recebido algumas perguntas interessantes pelo e-mail press@castronevesracing.com e vou aproveitar a coluna de hoje para começar a responder. Até para não ficar algo muito longo, selecionei cinco perguntas. Eu gosto muito dessa interatividade com o Leitor e continuem enviando suas perguntas, pois quero repetir mais vezes essa nossa “Sessão de Respostas”. Ah, queria lembrar que as perguntas foram editadas. É que normalmente acabo recebendo várias perguntas num mesmo e-mail e, então, precisei escolher para organizar o negócio aqui. E se a pergunta que você mandou não está respondida aqui, aguarde, pois o Castroneves pode tardar, mas não falha!

Vamos lá?

 

1 – Por que você nunca correu na Fórmula 1, não era sua praia?

Sávio Nunes, São Paulo (SP)

Oi Sávio, era sim, muito, a minha praia. Quando eu era moleque, começando no kartismo, meu objetivo era a Fórmula 1. Era meu e de toda aquela galerinha que tinha o Ayrton Senna como ídolo. Na verdade, eu posso dizer que fiz duas tentativas. A primeira delas foi em 1995, quando fui correr na equipe Stewart no Britânico de Fórmula 3. Só que eu fiquei sem verba para continuar na Europa e surgiu no ano seguinte uma grande oportunidade na Indy Lights, nos Estados Unidos. Era aquela época do Marlboro Brazilian Team que foi muito importante para a gente. Já em 2002, depois de vencer duas Indy 500, estar no Team Penske e correr como motor Toyota, fui testar o carro da Toyota de Fórmula 1 em Paul Rocard. Cara, foi uma maravilha! Adorei o carro, ele serviu para mim como uma luva e o teste foi tão legal que o pessoal da equipe até me aplaudiu quando voltei aos boxes. Mas confesso que não gostei da política, da forma como os caras conduzem as coisas. Eu já estava construindo uma carreira sólida nos Estados Unidos e preferi ficar. Fiquei e não me arrependi. O que aconteceu com o Cristiano da Matta e com a equipe depois é uma prova de que eu estava certo.

 

2 – Qual das três Indy 500 você curtiu mais?

Murillo Alves, Fortaleza (CE)

Oi Murillo, cara, Indy 500 é Indy 500, cada uma delas é uma loucura e tem lugar especial no meu coração. Quando se ganha uma Indy 500, não se está ganhando uma corrida apenas. É muito mais do que isso, é entrar para a história. É como se você virasse um patrimônio por ter superado aquele desafio. Mas para ser objetivo e responder a sua pergunta, sem dúvida foi a de 2009. Você se lembra que eu fui acusado injustamente de fraude e tive de provar a minha inocência no tribunal, eu e minha irmã. Aquele foi um período muito difícil na minha vida e cheguei a perder a corrida de abertura do campeonato de 2009, em St. Petersburg, por causa disso. Fui totalmente absolvido em abril, em maio o caso foi totalmente encerrado e poucos dias depois, como uma espécie de renascimento e presente de Deus, venci em Indianapolis. Dizer que aquele momento é inesquecícel é pouco. Foi demais!

 

 

3 – Faltando duas corridas, você acha que dá ainda para ser campeão?

Antenor Silva Botucatu (SP)

Oi Antenor, não vou negar que ficou mais difícil. Eu precisava muito de um resultado bom em Mid-Ohio, o que não aconteceu. Mas difícil não quer dizer impossível e minhas chances são boas. Primeiro porque tenho uma equipe maravilhosa trabalhando comigo e todos nós damos tudo e muito mais do que podemos. Além disso, a pontuação do campeonato indica que existem ainda 158 pontos em jogo e minha distância para o Montoya, que está na frente, é de 59 pontos. Ou seja, tem muito chão pela frente e eu estou pra lá de otimista.

 

4 – Você pensa em correr em outras categorias depois de deixar a Indy?

Antonieta F. Silva, Campo Largo (PR)

Penso sim, Antonieta. Aqui nos Estados Unidos a gente tem oportunidade de correr por muito tempo porque o que não faltam são categorias bacanas. Claro que eu vou ter de parar um dia, mas com 40 anos eu me sinto muito bem e, principalmente, competitivo. Enquanto eu me sentir bem fisicamente e competitivo, vou continuar acelerando. Isso não quer dizer que já estou pensando em sair da Indy. Eu estou muito bem aqui na Penske e acho que tenho muito gás ainda na categoria.

 

5 – Você tem esperamça ainda de correr no Brasil ou já jogou a toalha depois de tanta confusão aqui?

Fábio Siqueira, São Paulo (SP)

Olha Fábio, realmente eu ainda tenho esperança. Foi uma pena tudo o que aconteceu e tudo isso ficou chato para a imagem do Brasil na Indy. Mas os caras aqui sabem que os problemas não foram culpa dos representantes e nem do promotor no Brasil. Foi um problema com a pista. Então, espero que tudo se resolva porque não vejo a hora de voltar a acelerar no Brasil.

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