Agora, o desafio é no curtíssimo oval de Iowa.

logo_coluna_helio-2Oi Gente Boa, tudo bem?

Espero que esteja tudo absolutamente ótimo com o caro amigo Leitor do Grid de Largada e quero falar de duas coisas hoje. Vocês viram como foi a prova de Milwaukee. Deu a maior confusão no Qualifying, precisei largar em 24º e último, mas no final das contas, mais especificamente de 250 voltas, terminei em 2º lugar e fui para o pódio pra lá de feliz. Mas antes de contar essa história, quero convidar a todos para um programão de sábado a noite. Não, não é para uma balada ou para uma festa de aniversário, mas para uma super etapa do 2015 Verizon IndyCar Series.

É isso aí. Nesse sábado, 18, a partir das 22h00, no horário oficial de Brasília, teremos a realização da Iowa Corn 300, prova no Iowa Speedway que vale pela 13ª etapa do campeonato. Se vocês acharam que o oval de uma milha de Milwaukee era curto, Iowa é mais curto ainda, pois mede 0,894 milha ou pouco mais de 1.400 metros. Isso faz com que essa prova tenha tráfego intenso, normalmente o número de amarelas é grande e não basta acelerar para vencer, tem de ter também uma eficiente estratégia de economia de pneus e combustível. Então, conto com vocês.

Agora, vamos falar de Milwaukee. Foi uma “montanha russa” tudo o que aconteceu lá, desde aquela confusão no Qualifying até poder comemorar no pódio o 2º lugar que parecia improvável sob todos os aspectos. Mas as coisas são assim mesmo, a gente tem de enfrentar um “leão” de cada vez e é nessas horas, quando tudo parece absolutamente negativo e sem solução, que a gente precisa manter “a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”, como diz aquela música do Walter Franco. Foi isso que tentei fazer em Milwaukee e deu certo.

Vou explicar para vocês o que aconteceu no Qualifying. O Hitachi Team Penske Chevrolet #3 foi impedido de entrar na pista porque a direção da prova considerou que foi desrespeitado o item 8.2.3.1 do “2015 IndyCar Rulebook”. Trocando em miúdos, chegamos atrasados para o Qualifying. Segundo a regra, para critério da formação da fila no Qualifying em oval, o grid é dividido em três grupos. Como em Milwaukee foram 24 carros, os oito primeiros precisavam entrar na fila meia hora antes do início do Qualifing. Os oito seguintes deveriam fazê-lo 15 minutos antes e o último obrigatoriamente precisava estar lá quando o primeiro carro já estivesse na pista. Esse tempo de antecedência é solicitado para não ter confusão na fila e para que os comissários realizem uma inspeção técnica.

Pois bem, como eu era o 14º a classificar, estava nesse segundo grupo e o meu pessoal, na garagem, estava trabalhando a todo vapor para colocar no carro algumas modificações que a gente tinha definido depois do treino livre. De fato, o erro principal foi nosso, pois deixamos a garagem no limite extremo do termpo. Só que quando a gente chegou, o pessoal do último grupo já estava se posicionando e a direção de prova simplesmente não deixou a gente alinhar.

Nossa equipe aceitou que não poderia colocar o carro na posição original, então, fomos para o fim da fila. Mas aí os caras também não deixaram. Eu achei isso uma barbaridade porque, em Fontana, aconteceu a mesma coisa com o James Jakes, da Schmidt Peterson Motorsport e ele teve autorização para ser o último a classificar. Por que ele pôde e eu não? Boa pergunta, né? Mas aí a cabeça do Roger Penske começou a trabalhar a mil e nem se importou com a punição, pois já estava pensando na estratégia. Confesso que fiquei aborrecido, mas na hora pensei: “Quer saber, se eles querem que eu largue lá atrás, vou largar e vou chegar na frente!”. E foi com esse ânimo extra que fui para a pista.

Olha, pessoal, fui ousado o bastante para avançar posições de forma constante, pois isso era fundamental para a nossa estratégia. Ela só funcionaria se eu ganhasse o maior número possível de posições na pista e se também fizesse voltas voadoras antes dos pits, que tinham de ser perfeitos e sincronizados, pois de outro modo eu teria de fazer um splash and go no final. Com tudo isso na cabeça e com o Roger no meu ouvido orientando a estratégia o tempo todo, fiz o melhor que pude e a vitória só não veio porque o Sebastien Bourdais, da KVSH Racing, estava muito rápido e ganhou com méritos. Foi uma jornada de lavar a alma, essa de Milwaukee, mas agora é hora de pensar em Iowa.

Forte abraço e até semana que vem.

O Grid de Largada integra o grupo de veículos de comunicação, em língua portuguesa, que publica semanalmente a coluna do piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves, sob licença da Castroneves Racing, Miami, USA. Todos os direitos reservados. Contatos: americo@heliocastroneves.com

PRI_2015

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