Campeonato embolado e competitivo.

Foto: IndyCar Media

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Oi galera, tudo bem?

Estou aqui em casa, em Fort Lauderdade, por assim dizer, “colocando o esqueleto para descansar” um pouco, depois de uma maratona de 10 fins de semana consecutivos de atividades em pista. Na verdade, depois que o campeonato começou no final de março, lá em St. Petersburg, esse próximo fim de semana será apenas o segundo sem atividade de pista. Isso não significa dizer que é um período de sombra e água fresca. Daí o motivo de o “colocando o esqueleto para descansar” estar entre áspas.

Como vocês sabem, o calendário da IndyCar não é curto e é cumprido inteiramente em cinco meses. Isso é muito legal porque mantém o campeonato fervendo por um bom período, praticamente sem intervalos entre uma prova e outra, mas também é um desafio bastante importante. Isso porque tudo tem de ser feito de modo muito eficiente, sem perda de tempo, além de cobrar uma preparação – inclusive física – e planejamentos de qualidade na pré-temporada. Em outras palavras, para se dar bem numa temporada tão concentrada de atividades, as tarefas começam bem antes da primeira corrida do ano.

Essa sequência bem intensa começou em NOLA, no dia 12 de abril, quando fui 2º. Seguimos direto para o Long Beach, onde fiz a pole e repeti o resultado final de NOLA. Aí a galera seguiu para Birmingham, local da quarta etapa do Verizon IndyCar Series, que foi disputada logo no domingo seguinte. As coisas não deram muito certo, mas mesmo assim pude fazer outra pole.

Aí começou o Super May, com treinos no dia 3, corrida no misto no dia 9 (6º) e o Pole Day no fim de semana seguinte, quando garanti o 5º lugar para a Indy 500, que foi disputada no dia 24 de maio e fui 7º.

Depois disso, folga, né? Que nada! Fomos direto para a rodada dupla de Detroit (6º na Race 1 e 19º na Race 2, após um acidente), nos dias 30 e 31 de maio. O próximo compromisso foi a corrida no Texas Motor Speedway, voltando aos ovais. Foi em 6 de junho e terminei em 3º. E anteontem, em Toronto, voltei ao pódio com o 3º lugar.

Então, nesse período todo e depois de duas poles, quatro pódios, 74 voltas lideradas e uma melhor volta, vou ficar sem acelerar no próximo fim de semana. Mas como dizia o Professor Raimundo, do nosso inesquecível Chico Anísio, é vapt-vupt porque no dia 27 o campeonato seguirá com a 11ª prova do ano, desta vez no oval de Fontana.

No cômputo das 10 provas disputadas, estou em 4º no campeonato com 322 pontos, ou seja, 39 pontos na frente do Graham Rahal, o 5º, e sete atrás do Scott Dixon, que vem em 3º. Na frente está o Juan Pablo Montoya (374), seguido por Will Power (347). Isso significa dizer que, faltando seis provas e 374 pontos em jogo, a disputa pelo título está totalmente aberta e tenho muito trabalho pela frente.

Então, pessoal, quero deixar uma abraço a todos e dizer que os próximos dias não serão de folga, como pode parecer. Farei ações com alguns dos meus queridos patrocinadores pessoais, que são HCA hospitais, capacete Bell, bicicleta Polaris, Puma, relógios Lapizta e o fones de ouvidos SMS Audio.

É isso aí. Até semana que vem e vamos que vamos!

O Grid de Largada integra o grupo de veículos de comunicação, em língua portuguesa, que publica semanalmente a coluna do piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves, sob licença da Castroneves Racing, Miami, USA. Todos os direitos reservados. Contatos: americo@heliocastroneves.com

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