Água em NOLA. Sol em Long Beach?

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Olá pessoal do GRID DE LARGADA, tudo bem por aí?

Espero que sim e vou aproveitar, logo de início, para dizer que estou aos dispor todo leitores do GRID DE LARGADA para responder as perguntas que quiserem. Só que, para ficar mais fácil para mim, elas devem ser encaminhadas para o e-mailpress@castronevesracing.com.

Bom, hoje já estou acelerado nas atividades relacionadas ao Toyota Grand Prix of Long Beach, terceira etapa do 2015 Verizon IndyCar Series que será disputada neste domingo, 19, a partir das 17h30 no horário oficial de Brasília, uma e meia da tarde da Califórnia. É uma pista deliciosa, tradicionalíssima e o eventos é dos melhores, sempre com muito sol (é o que prevê a meteorogia). Não bastasse tudo isso, como não gostar de uma corrida onde já venci e fiz pole? Então, é sempre bom voltar correr às margem do Oceano Pacífico.

Mas o que eu quero contar para vocês, Leitores ligados no GRID DE LARGADA, é sobre a corrida da semana passada. Meus amigos, que corrida agitada a de NOLA, heim? Sabem quando uma coisa começa complicada e parece que nada vai dar certo? Pois é, desde a sexta-feira o trabalho foi grande em New Orleans, com inúmeros contratempos, mas o importante foi que a gente nunca desistiu, nunca deixou de trabalhar e é aquela grande verdade: Quando a vida lhe dá limões, o melhor é fazer uma deliciosa limonada. E foi o que aconteceu.

A previsão era realmente de chuva para todo o fim de semana. A gente já sabia, mas também não precisava chover tanto, né? Tanto que praticamente não tivemos o Practice 2 da sexta, foram cancelados o Qualifying do sábado e o warm-up do domingo e a carrida, que estava programada para 76 voltas, teve apenas 47. E, pasmem, apenas 21 em bandeira verde. O resto foi tudo sob bandeira amarela, inclusive a última.

Se alguém me dissesse que eu iria terminar a corrida em 2º e que iria assumir a vice-liderança do campeonato, como aconteceu, eu ia ter de me segurar para não rir na cara da pessoa. Nada, realmente, nada indicava um resultado como esse e a explicação não foi apenas o tempo instável, que atrapalhou diretamente o trabalho de todas as equipes, mas também pelo fato de ser uma pista nova.

A gente chegou a New Orleans quase sem referência, pois a prova de domingo foi a primeira desta pista na história da IndyCar. Como se não bastasse, o tempo para trabalhar foi muito curto. Por causa das variáveis, claro que o objetivo era desenvolver um acerto para o seco e outro para molhado. Precisávamos estar preparados para qualquer situação, mas quem disse que houve tempo?

Confesso que fui beneficiado o cancelamento do Qualifying, já que o meu carro não estava muito bom na chuva. Como o grid acabou sendo formado a partir da classificação do campeonato, eu saí em 4º em razão do bom resultado de St. Pete. Não fosse isso, teria tido mais dificuldades.

Apesar de a chuva ter dado uma trégua na hora da corrida, a situação continuava difícil. Havia uma previsão de chuva forte novamente para a parte final da tarde e foi por isso que a largada foi antecipada em 45 minutos. Foi até uma boa tentativa, mas como havia muita água na pista, os problemas começaram assim que a bandeira verde foi dada.

Eu larguei bem, pulei para 3º e cheguei até a liderar. Enquanto isso, as bandeiras amarelas começaram a acontecer – foram seis ao todo. Numa relargada, a da volta 21, o Francesco Dracone, que era retardatário, acho que não me viu o jogou o carro dele para cima do meu. Na batida, o bico do meu carro quebrou e depois de trocá-lo, voltei para a pista em 20º lugar. Ou seja, era limão que não acabava mais na nossa cesta. Mas foi aí que começou a preparação da limonada.

O Roger Penske, que é o meu estrategista, e eu tratamos modificar a estratégia. Eu andei o mais rápido que pude, antecipamos nossa terceira parada em quatro voltas, o pessoal do pit foi fantástico e deu tudo muito certo. Tanto que, quando todo mundo parou, eu subi para 3º. Ainda houve a chance de pular para 2º e esse pódio, vou ser honesto com vocês, teve saber de vitória, pois o que foi duro não foi brincadeira!

Abração e vamos que vamos!!!

Acelerando com Helio Castroneves

Estatísticas …

Eu sou também o brasileiro com maior número de poles na Fórmula Indy como um todo. São ao todo 45, embora o número que a IndyCar divulgue um número menos, de 41, pois a categoria não computa as vezes em que larguei na frente, mesmo não havendo a disputa do Qualifying,  por estar na ponta do campeonato. CLIQUEM AQUI e vejam quais foram essas 45 vitórias.

Foto da semana …

Foto: Miguel Costa Jr

Foto: Miguel Costa Jr

Olha eu aí nos meu tempos do kart!

O website GRID DE LARGADA integra o grupo de veículos de comunicação, em língua portuguesa, que publica semanalmente a coluna do piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves, sob licença da Castroneves Racing, Miami, USA. Todos os direitos reservados.

contatos: americo@diariomotorsport.com. br.

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