O início da 7ª Temporada da ABB FIA Fórmula E será sob a noite de Ad Diriyah, e os pilotos explicam o que muda e o que deve ser levado em conta nessas circunstâncias.

O circuito de rua de Ad Diriyah recebe nesta sexta e sábado as duas primeiras corridas do sétimo campeonato da Fórmula E, evento que será realizado com luzes artificiais para iluminar o circuito, um acontecimento inédito até agora na história da categoria de monopostos elétricos.

“Obviamente é algo único para começar a temporada, e sendo a primeira corrida da Fórmula E à noite, é muito emocionante. Já corri no escuro antes, então não é incomum, mas obviamente com este carro é algo novo para todos”, disse o piloto da equipe Jaguar Racing, Mitch Evans.
“Para nos prepararmos para isso, existem algumas coisas que podemos fazer. Obviamente, no simulador, testamos correr e pilotar à noite. Tenho comido minhas cenouras para melhorar minha visão noturna. Não sei se vai ajudar, provavelmente não. Mas sim, normalmente corremos na hora mais quente do dia, por volta das quatro ou cinco da tarde. Agora será em um dos momentos mais frios do dia, então isso será um desafio.”
“Estaremos preparados para isso, estamos tentando. Há muitas coisas a se levar em consideração. Além disso, obviamente ao ser de noite, há outros desafios em termos de visibilidade, de como vai ser. Não saberemos realmente até a primeira corrida, mas temos feito algumas coisas para nos preparar para esses desafios e tentar prever o que necessitamos, para ter a certeza de que somos competitivos”, explicou o piloto da Nova Zelândia.

Nyck de Vries, piloto da equipe oficial de Fórmula E da Mercedes, esclarece que o que se verá neste final de semana será muito diferente, por exemplo, da noite das 24 Horas de Le Mans, onde o holandês competiu nos últimos dois anos.

“Acho que vai ser muito diferente, porque obviamente em Le Mans não temos luzes, este circuito vai estar iluminado. Mas acredito que para os espectadores e para a televisão vai ficar incrível, e para nós também é uma experiência agradável e diferente.”
“Não acho que vai ser tão escuro quanto Le Mans, mas ainda assim é um circuito de rua, não vai haver espaço ou margem para o erro. Você tem que ser muito preciso, e com tudo o que acontece nas nossas corridas, acho que vamos fazer um bom espetáculo”, disse.

O brasileiro Sérgio Sette Câmara, por sua vez, mostrou-se entusiasmado com esta modalidade, que já experimentou em seus dias de Fórmula 2 nos circuitos de Bahrein e de Abu Dhabi.

“Gosto muito de correr à noite, a sensação de velocidade é maior, a energia da corrida é diferente. Eu prefiro. Acho que as corridas noturnas são melhores, são inclusive mais divertidas de assistir para o público, é algo mais especial. Tem faíscas, é diferente. Eu prefiro”, comentou.

Nico Muller, companheiro de equipe de Sette Câmara na Dragon Penske Autosport, acrescentou: “Para nós, acho que não vai mudar muito. O fator mais importante é a temperatura da pista e do ar, que influencia o comportamento do carro, podendo alterar o equilíbrio e a aderência que o carro possui. Este será o fator mais importante”.