Os protagonistas da ABB FIA Fórmula E esperam com ânsias para disputar o triunfo no início da temporada que acontecerá na noite de sexta-feira sob a noite de Ad Diriyah, na Arábia Saudita, marcando a primeira corrida da categoria como campeonato mundial.

Cada início de uma nova temporada é especial para todos os envolvidos, mas a que acontecerá esta sexta-feira no circuito de rua Ad Diriyah tem ainda mais valor para os pilotos e equipes.

Este é o pontapé inicial para a primeira competição da Fórmula E como Campeonato Mundial da FIA e, ao mesmo tempo, será o primeiro evento noturno na história da série de monopostos elétricos.

“É o primeiro campeonato mundial que temos na Fórmula E, então é um momento muito emocionante”, disse Jean-Eric Vergne, bicampeão da categoria e piloto da equipe DS Techeetah.

“Acho que teremos um carro muito sólido novamente este ano. Temos um novo trem de força que chegará para a próxima corrida em Roma e vai ser muito, muito competitivo novamente, há muitos bons pilotos por aí, muitas equipes boas e esperamos poder tirar o máximo proveito do nosso carro este ano e tentar ganhar de novo, principalmente para mim que não ganhei (o campeonato) ano passado, então estou com fome de voltar ao topo do pódio”, acrescentou.

Sébastien Buemi é outro ex-campeão que pretende voltar ao topo com a equipe Nissan e.dams e será um dos nomes a ser levado em conta.

“As expectativas são altas. Como sempre, quando você começa a temporada, você quer ter um bom desempenho, então não estamos aqui para terminar em segundo, queremos vencer. Mas sabemos que isso não será fácil, principalmente aqui em Riad. Sabemos que a evolução na pista é grande no primeiro dia, mas a ideia é fazer o melhor que pudermos e depois, no final da temporada, contar os pontos. Queremos ser melhores que no ano passado, quando terminamos em segundo no campeonato por equipes, então esperamos que este ano possamos lutar um pouco mais com a Techeetah”, comentou o piloto suíço.

O brasileiro Lucas di Grassi, por sua vez, referiu-se aos cuidados que devem ser tomados durante a corrida noturna, que terá condições de temperatura muito diferentes das que os pilotos e equipes de Fórmula E estão acostumados.

“A configuração é um pouco diferente à noite, principalmente porque a temperatura é mais baixa. À noite a gente não tem a temperatura do asfalto, e com o sol muito forte, tem a questão da temperatura do ar. O mais importante é a temperatura do asfalto, que é o ponto de contato com o pneu, o asfalto é muito quente no México e no Chile, a temperatura do asfalto chega a 60 graus, então o pneu esquenta muito.”

“Temos que mudar a configuração do carro para compensar isso. Aqui à noite a gente vai ter temperaturas de 12, 14 graus, então o pneu fica com uma temperatura mais baixa, temos que ter cuidado com o Safety Car, ou o Full Course Yellow, para que o pneu não esfrie muito, mas geralmente é melhor correr em temperaturas mais baixas”, explicou.

Um total de 24 pilotos, divididos em 12 equipes, colocarão seus sonhos em ação nesta sexta-feira com a primeira corrida do E-Prix de Ad Diriyah, que terá uma segunda prova, também à noite, no sábado.