Foto: Divulgação

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Sérgio Sette Câmara fala sobre como se sente com a estreia na ABB FIA Fórmula E em Berlim, onde compartilhará a pista com um de seus heróis, Felipe Massa.

O piloto brasileiro já sabe o que é dirigir um carro de Fórmula E depois de ter testado com a Geox Dragon em Marrakech em março passado, mas agora, com a perda de Brendon Hartley, o brasileiro foi chamado para ser o piloto titular da equipe de Jay Penske na seis corridas a serem realizadas em agosto (nos dias 5, 6, 8, 9, 12 e 13) no antigo aeroporto de Tempelhof.

“Os carros elétricos são muito diferentes, eu queria ter no meu currículo algum tipo de experiência com a Fórmula E, porque depois se eu quisesse ir para a categoria me ajudaria muito. Mas eu não esperava, porque eu dou prioridade à minha função de reserva na F1 (para as equipes Red Bull e AlphaTauri) e aos meus compromissos de Super Fórmula porque eram contratos já assinados.”

“Por conta da pandemia eu  achava que era impossível fazer 3 coisas ao mesmo tempo, mas aí encaixou essa rodada tripla de Berlin que não bate com nada”, explicou o piloto de 22 anos.

Questionado sobre como será estrear em uma situação como Tempelhof, onde a Fórmula E fará três rodadas duplas e a cada duas corridas a pista será diferente, Sérgio Sette Câmara considera uma boa hora para começar.

“Eu acho que começar em Berlin é uma vantagem para um novato na categoria, porque a gente vai estar no mesmo ambiente e você vai poder dar uma continuidade ao seu aprendizado, você não vai fazer só uma corrida, lembrando que cada etapa vai ser rodada dupla.”

Sérgio Sette Câmara terá a oportunidade de compartilhar a pista em Berlim com Felipe Massa, com quem cresceu vendo suas façanhas na Fórmula 1 e até se lembra de quando, aos dez anos de idade, estava na arquibancada de Interlagos no dia em que o atual piloto da Rokit Venturi quase alcançou o campeonato mundial.

“Em 2008 eu estava com meu pai e meu avô na arquibancada e na hora que o Massa passou, ele ganhou a corrida com chuva inclusive, e na hora que ele passou a gente começou a gritar, o autódromo inteiro gritava e para quem está vendo na televisão viu na hora que ele não ganhou, porque a câmera mudou pro Hamilton e o narrador corrigiu e pronto. Mas para quem estava na arquibancada, todo mundo gritando e festejando. Aí quase 2 minutos depois alguém falou no rádio: não, não ganhou. E nós não acreditamos. Demorou muito para entender o que tinha acontecido. Para quem já assistiu corrida de Fórmula 1 no Autódromo sabe que é uma confusão, principalmente com aquele barulho danado (dos motores). ”

“Ele me inspirou muito e eu nunca imaginei que eu ia me profissionalizar como piloto e ia estar correndo. Eu sempre fui um fanático pelas corridas e o Massa era um herói para mim naquela época, quando eu tinha 10 anos de idade. Ele e o Rubinho me inspiraram muito para seguir em frente nesse esporte. O Felipe é um cara que liderou o automobilismo brasileiro, ainda lidera, junto com alguns outros pilotos. Mas naquele ano da Ferrari eu lembro direitinho dele alí, foi um cara que me motivou muito, ele e o Rubinho. Então eu tenho uma admiração muito grande e poder compartilhar a pista com alguém como ele é uma honra para mim”, concluiu.