Sébastien Buemi, piloto da equipe Nissan e.dams, analisa os desafios das seis corridas que a ABB FIA Fórmula E disputará em agosto em Berlim, onde o suíço obteve excelentes resultados no passado.

Após o recesso forçado devido à pandemia de coronavírus, o campeonato de carros elétricos retornará à ação com seis corridas em nove dias no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, onde definirá o campeão da temporada 2019/20.

Um dos protagonistas da capital alemã é Sébastien Buemi, que soma uma vitória e dois segundos lugares nas visitas à Fórmula E em Berlim.

“Esperamos poder lutar pelos pódios, essa é a ideia. Obviamente, foi uma pausa muito longa e as pessoas trabalharam muito, por isso é um pouco difícil dizer o que esperar, porque se você vem para a corrida e as pessoas melhoraram muito mais do que você … então é difícil, mas nós estamos bem preparados.”, diz o campeão da temporada 2015/16 da Fórmula E.

Um dos maiores desafios que as equipes enfrentarão é o número reduzido de funcionários que terão em Berlim, limitado a 20 membros com os pilotos incluídos, que foi decidido para que haja o menor número possível de pessoas no circuito e, assim, evitar possíveis infecções por COVID -19.

“Temos um número muito pequeno de passes para o evento, será importante não danificar o carro, porque teremos muito poucos mecânicos e também reduzimos os engenheiros. Temos alguns que ficarão em Le Mans (onde fica a sede da e.dams) e farão algum tipo de trabalho remoto, mas, obviamente, será uma nova forma de organização, por isso precisamos relaxar, ter muita disciplina”, explicou Buemi.

Para as três rodadas duplas que ocorrerão em Berlim, a Fórmula E acontecerá em três etapas diferentes: nos dias 5 e 6, será usado o circuito tradicional de Tempelhof, mas no sentido inverso, nos dias 8 e 9 o circuito será utilizado como de costume, e para fechar a temporada, nos dias 12 e 13 de agosto, será lançado um novo design.

“O terceiro design, aquele com todas as curvas adicionadas, será um pouco mais desafiador, porque nunca o fizemos e há mais curvas, o que significa mais tempo para ganhar ou perder”, disse Buemi.

“Mas o que é invertido, é o mesmo mas no outro sentido, que eu não faço ideia de como será, porque nunca corri em uma pista nas duas direções, estou ansioso para ter essa experiência. E o clássico, que já conhecemos muito bem, já passamos muitos anos com ele, então não espero nada de especial.”, concluiu o piloto.