Alberto Longo (Foto: Divulgação)

Alberto Longo (Foto: Divulgação)

Alberto Longo, co-fundador e vice-presidente executivo da ABB FIA Fórmula E, explica como a série de carros elétricos está se preparando para sua grande final da temporada em Berlim, onde fará seis corridas em nove dias.

A ABB FIA Fórmula E foi uma das primeiras categorias esportivas em todo o mundo a agir diante da pandemia do coronavírus, tomando uma decisão antecipada de pausar seu campeonato 2019/20 até que as condições voltassem ao normal.

Esse momento chegou com alegria e será no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, onde a categoria realizará três rodadas duplas nos dias 5 e 6, 8 e 9, 12 e 13 de agosto, com rigorosas medidas de segurança para todos os participantes do evento.

“Tivemos muita sorte que o Covid chegou quando já tínhamos 5 corridas concluídas, faltava só terminar metade da temporada. Vemos casos de outros campeonatos que ainda nem começaram. E tivemos que, de alguma forma, garantir que faríamos outras 6 corridas. No panorama atual parece um pouco mais fácil, existem vários que já estão conseguindo, que já estão começando novamente. Mas para nós, nos meses de março, abril e maio, as coisas foram difíceis. Cada país com o qual falamos nos dizia que havia medidas restritivas em termos de pessoas viajando para o país, dias de quarentena a cumprir, era praticamente inviável realizar um evento com ou sem público.”, explicou Longo sobre as dificuldades que a Fórmula E passou durante o pico da pandemia na Europa.

Sobre as seis corridas a serem realizadas em Berlim, onde a série buscará coroar seu campeão da temporada 2019/20, Longo antecipa que haverá muitas novidades e muito sigilo para proporcionar um ótimo show aos fãs e um desafio para os concorrentes.

“Temos algumas surpresas muito boas preparadas, que não podemos falar agora, não podemos divulgá-las porque o que queremos é evitar que os engenheiros comecem a simular antecipadamente, para facilitar o trabalho dos pilotos. Você já sabe que gostamos do contrário, complicamos as coisas para os engenheiros e um pouco mais para os pilotos, para garantir que haja muita diversidade em quem vence cada uma das corridas da Fórmula E. Não gostamos que seja sempre o mesmo vencedor. ”

A Fórmula E, em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo, já projetou um grande número de medidas como parte do protocolo a serem implementadas durante sua estada em Berlim. Primeiramente, será reduzido o número de pessoas que poderão acessar o circuito, passando de cinco mil para apenas mil pessoas. Por outra parte, a categoría também contará com seu próprio laboratório de testes de COVID-19 no hotel onde estarão todos os envolvidos no evento.

“Todas as medidas possíveis e imaginárias. Penso que provavelmente somos o campeonato que tem as regras mais estritas para voltar a fazer corridas. E não apenas fizemos isso por responsabilidade, mas porque entendemos que é a única maneira possível de terminar o campeonato e fazer todas as corridas que estamos propondo”, afirmou Longo.

Quanto à temporada 7 da Fórmula E, que começará em Santiago do Chile em 16 de janeiro antes de viajar para a Cidade do México em 13 de fevereiro, Longo indicou que estão preparados para qualquer incidente.

“Isso ajudou a nos prepararmos para qualquer incidente que possa acontecer conosco na 7ª Temporada. Espero que não aconteça nada, mas saberemos como fazer corridas sem público e vamos saber fazer corridas com 30% do público, com 50%, 70%, 100%… temos todos os cenários preparados, muito trabalhados à perfeição.”.

“De acordo com as normas das autoridades locais de cada país, vamos poder nos adaptar. Mas continuaremos fazendo corridas, voltando agora em agosto e para a temporada 7 sem dúvida”, concluiu.