Marcus Ramaciotti presidente do CTDP, explica as vantagens.

Para quem está de fora, pode até parecer um acessório dispensável e que só influencia no visual dos carros. Para Marcus Ramaciotti, presidente do Conselho Técnico Desportivo (CTDP) da Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP), a razão da utilização da tela de proteção na janela da porta do piloto (foto de abertura, André Phonex) vai muito além de um detalhe puramente estético:

“Quando acontece um acidente, seja ele capotamento, colisão ou uma batida contra o guard-rail, uma das consequências imediatas são os movimentos involuntários dos braços dos pilotos. Se a janela da porta do motorista não tiver nenhuma proteção os danos podem ser graves.”

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Durante os briefings que realiza antes de cada prova da temporada paulista Ramaciotti regularmente alerta sobre esse e várias outras situações que podem passar despercebidas. O uso da tela de proteção, porém, é considerado pelo CTDP como uma das medidas mais sensatas e baratas no que tange à segurança passiva:

“Quando acontece um acidente que termina em choque ou capotamento e acontece uma desaceleração absoluta, o piloto deve soltar as mãos do volante e cruzar os braços, junto ao peito. Isso evita que as mãos recebam a carga de energia cinética provocada pela batida, mas nem sempre evita que os braços sofram movimentos involuntários.”

Quando isto acontece os braços, especialmente o esquerdo, pode ser lançado para fora do carro e ser prensado contra um guard-rail, paredão, asfalto, enfim, com outra superfície sólida. Se isso acontece as consequências poder ser extremamente sérias. Os regulamentos adotados pela FASP exigem que as portas de um automóvel de competição tenham as janelas revestidas por material acrílico ou tela de proteção, detalhes que mitigam acentuadamente as chances da mão ou do braço do piloto ficarem expostos a situações de alto risco.