Temporada tem nove etapas, sendo três internacionais, e exige dois descartes, o que aumenta a tensão na disputa.

O título da Sprint Race leva cerca de nove meses para ser decidido, o que geralmente acontece somente na última etapa da temporada, por vezes envolvendo até mais de um piloto na classificação geral e para os títulos do campeonato Brasil, International Cup e Overall, além dos minitorneios Rookie Of The Year e Winter Cup. Mas o calendário mostra que a competição não é assim tão longa. O próximo desafio que será em Londrina (PR), no dia 07 de setembro, é a quinta da temporada com a realização da Corrida Noturna.

O equivalente a 45% do campeonato, que este ano possui nove etapas, 18 corridas de 23 minutos e mais uma volta em cada. Considerando que o regulamento exige dois descartes dos piores resultados, –  um descarte para uma corrida da Sprint Race Brasil e outro para uma corrida da Sprint Internacional Cupque recai sobre a somatória da Overall -, dá para entender porque os pilotos entram na pista como se estivessem decidindo um título por corrida.

Essa empolgação garante boas corridas e traz uma baita dor de cabeça aos pilotos. É preciso estar sempre atento para escapar das manobras abusadas dos adversários e evitar acidentes que comprometam a disputa pelo título. Os primeiros colocados das categorias PRO e da GP, seguem exatamente a cartilha da cautela.

O líder do campeonato na geral – Overall – na PRO é a dupla João Rosate/Bruno Smielevski, com 173 pontos, seguidos por Pedro Lopes e Vinicius Kwong, empatados com 113 pontos. Na GP, Rafael Seibel com 151 pontos, na sequência Daniel Coutinho, 146 pontos e Josimar Junior, 110 pontos.

A Sprint International Cup também é liderada na PRO por João Rosate/Bruno Smielevski, 90 pontos, que são seguidos por Pedro Lopes, 63 pontos e Kau Machado/Dante Fibra, 58 pontos. Na categoria GP, os primeiros na tabela de classificação são Daniel Coutinho/Dudu Trindade, 90 pontos; Rafael Seibel/Max Papis, 71 e Caê Coelho/Adolpho Rossi, 56.

Da mesma maneira acontece na Sprint Race Brasil, com a liderança na categoria PRO de João Rosate/Bruno Smielevski, 83 pontos; em segundo Vinicius Kwong, 71 e em terceiro Gerson Campos, 56. Na GP, os ponteiros são Rafael Seibel / Luciano Zangirolami, 80 pontos; seguidos de Daniel Coutinho / Josimar Jr, 56  e Vinny Azevedo / Léo Torres, 52.

“Estou muito contente com nosso desempenho nessa primeira metade do campeonato, o Bruno vem surpreendendo muito em sua evolução e o trabalho que estamos fazendo juntos tem se provado eficiente! Meu único objetivo agora é manter um quadro de evolução constante ou crescente, já que temos pilotos que vem a cada etapa se mostrando mais fortes na disputa, ou seja: se dormir o bicho pega (risos)”, disse João Rosate, do SR#858.

“Com um ótimo resultado na International Cup aumentamos a nossa liderança no campeonato e trazendo mais chances de brigar pelo título. Acredito que o descarte é uma ótima ideia em diversos aspectos. Ele traz a possibilidade de descartar a etapa que foi menos pontuada, coisa boa, pois muitas vezes uma quebra de carro que antes poderia excluir as chances de briga pelo campeonato, agora aproxima ainda a pontuação entre os pilotos”, comenta Bruno Smielevski.

“Até agora no campeonato tenho sido constante no campeonato e vou em busca de mais, quero um número maior de vitórias nas próximas corridas, confio muito na equipe da Sprint para a conquista desse feito”, assegura Pedro Lopes que concorda que o descarte é muito bom. “Ele acaba deixando menos injusto para aqueles pilotos que passam por algum incidente durante a temporada”, conta o piloto do SR #18.

Para Rafael Seibel, após as disputas nos Estados Unidos, o foco está voltado para as provas nacionais. “O campeonato até aqui se mostrou altamente competitivo tanto na PRO como na Gp. As tabelas de pontuação demonstram isso, que teremos grandes brigas até o final. Nosso objetivo maior é realmente manter a liderança, conseguimos uma gordurinha que é sempre importante e, sem dúvida, foi fruto do bom trabalho nas primeiras corridas”, enfatiza o piloto que reveza o comando do SR#19 com Luciano Zangirolami.

“O campeonato não permite erros e estamos entrando na fase mais delicada. São dez corridas pela frente, qualquer deslize pode comprometer um ano inteiro de trabalho. E no nosso caso, é muito mais do que esperava, tive uma grande evolução com o decorrer das etapas com um grande suporte da categoria. O plano é pontuar sempre daqui em diante, tentar andar mais próximo dos primeiros no geral e talvez assumir a liderança do campeonato no Overall e Brasil”, analisa Daniel Coutinho (SR #17), que realiza a primeira temporada de experiência na Sprint Race Brasil.