Equipe Risi Competizione termina lendária corrida em 12º lugar na categoria GTE-Pro.

A disputa da 87ª edição das 24 Horas de Le Mans, no último fim de semana (dias 15 e 16), não trouxe o resultado esperado para o brasileiro Pipo Derani e os companheiros Oliver Jarvis e Jules Gounon, que correram pela primeira vez juntos e dividiram a pilotagem da Ferrari 488 LM GTE-Pro #89 da equipe norte-americana Risi Competizione.

O trio completou a prova na 12ª posição, após largar em 17º lugar. Desde os primeiros treinos, os pilotos enfrentaram problemas com o acerto do carro, que não apresentou a mesma performance das demais Ferrari da equipe de fábrica.

Pipo Derani disputou a prova pela equipe Risi
(Divulgação / Risi Competizione)

Trabalho do time durante o pit stop
(Divulgação / Risi Competizione)

 

Mesmo assim, a Risi Competizione e os pilotos trabalharam forte para superar os desafios da principal prova de endurance do mundo. Com 25 pit stops ao longo da disputa, a equipe chegou a alcançar o nono lugar quando Derani pilotava durante a madrugada. Mas um problema mecânico fez o time perder cerca de 45 minutos nos boxes nas horas finais.

Derani, que já correu outras quatro vezes em Le Mans, tem como melhor resultado um vice-campeonato em 2017, também na GTE-Pro, quando defendeu a equipe de fábrica da Ford.

“Foi um longo dia, com certeza, mas terminamos a corrida, o que já é um marco por si só. Foi uma prova muito dura e difícil. Infelizmente, não foi como gostaríamos, mas foi uma ótima experiência fazer parte da Risi e toda a equipe fez um trabalho incrível, apesar do resultado não ter sido o esperado. Vamos levar os pontos positivos e, talvez, voltaremos um dia para tentar um resultado melhor”, destacou Derani, que tem importantes conquistas em seu currículo no endurance mundial (campeão das 24 Horas de Daytona em 2016 e tricampeão das 12 Horas de Sebring 2016/18/19).

Apesar do resultado aquém do esperado, o brasileiro destacou a honra de fazer parte do grid mais uma vez. “Diante de todas as dificuldades, gostaríamos de ter terminado ao menos entre os 10 primeiros. Mas não foi possível. Mesmo assim, é sempre um prazer estar em Le Mans. É uma prova única, especialmente no período noturno”, completou o piloto de 25 anos, que volta agora as atenções para o IMSA WeatherTech SportsCar Championship, onde lidera a competição ao lado do compatriota Felipe Nasr.

A segunda metade da temporada do IMSA começará entre os dias 27 e 30 deste mês, com a disputa das 6 Horas de Watkins Glen (EUA).