Na Granja Viana, kart #1 chega a liderar a prova na primeira metade; Gaetano di Mauro vence evento suporte na classe Shifter.

A equipe Shell Fittipaldi completou as 12 horas de prova nas 500 Milhas da Granja Viana com o kart #1 (Dennis Dirani/Gaetano di Mauro/Christian Fittipaldi/Ruben Carrapatoso/Diego Ramos/Gabriel Crepaldi) na décima colocação, seguido imediatamente pelo #2 (Carrapatoso/Felipe Baptista/Thiago Vivacqua/Vitor Meira/Fittipaldi/Dirani). Já o #0 (Meira/Ramos/Fittipaldi/Baptista/Vivacqua/Di Mauro) não terminou a prova.

Antes das 500 Milhas, num evento suporte da classe Shifter, Gaetano di Mauro levou a Shell Fittipaldi ao ponto mais alto do pódio com a vitória – este ano, o paulista foi o quarto colocado no Mundial da categoria, na Bélgica.

O evento começou às 12h30, e, numa corrida tão longa, as estratégias dos três karts foram distintas. Na tática do kart #0, a opção foi fazer as duas paradas mais longas, de 15 minutos, antes da metade da prova. Já os karts #1 e #2 fizeram uma parada antes e a outra depois da metade.

Durante a primeira parte da prova, a tripulação do kart #1 foi a mais bem colocada da Shell Fittipaldi, chegando a liderar em alguns momentos. Já o kart #0, apesar de uma troca de motor em tempo recorde (menos de cinco minutos), manteve-se quase sempre entre os dez primeiros, enquanto o #2 perdeu mais tempo.

A chuva caiu em alguns momentos da prova, mas não chegou a molhar a pista para valer com o dia claro. Diante disso, apesar de o asfalto ficar traiçoeiro em alguns instantes, os karts da Shell Fittipaldi em nenhum momento chegaram a utilizar os pneus biscoito antes do anoitecer.

A corrida teve um forte acidente por volta das 19h. O safety kart entrou na pista, mas depois, com a necessidade de a ambulância entrar para transportar um dos envolvidos para fora do kartódromo, a bandeira vermelha foi agitada, interrompendo as 500 Milhas.

Na relargada, foram mantidas as posições e diferenças de antes da paralisação, que teve 40 minutos. O kart #1 era o mais bem classificado da Shell Fittipaldi, em sétimo, mas com apenas uma parada de 15 minutos, enquanto o kart #0 vinha em 14º, já com os dois pit stops obrigatórios e o #2 vinha mais atrasado.

Quando faltavam 2h30 para o fim da corrida, a chuva caiu com mais força. No momento em que a pista ficou efetivamente molhada, os três karts da Shell Fittipaldi entraram nos boxes para colocar os pneus de chuva.

A duas horas do fim, o kart #0 era o mais bem posicionado da prova entre os que já haviam feito as paradas obrigatórias, em oitavo, a seis voltas do líder. Com isso, o kart #2 passou a trabalhar pelo #0, o empurrando para poupar combustível e evitar uma outra parada para tentar a vitória. No entanto, a tática arriscada não foi bem sucedida, e Diego Ramos parou a menos de 20 minutos do fim.

Também na hora final, o kart #1 teve de fazer uma parada para arrumar o parachoque, e Dirani o conduziu até a bandeirada – Vitor Meira completou a corrida para o #2.

 

O que eles disseram:

“A prova foi difícil para nós, estávamos esperando um resultado melhor, mas são coisas da vida. Talvez os outros operaram melhor do que nós durante a prova e ficamos sem combustível. Sabíamos que estávamos num ponto crítico, mas nos encontramos numa situação de chove, para, chove, para, na qual ou tentávamos não parar e ir até o fim da corrida para tentar ganhar, ou parar e ficar fora da brincadeira. Tentamos ir até o fim da corrida, mas infelizmente não deu”

Christian Fittipaldi
“Foi um dia que começou muito bem para nós, ganhei a categoria Shifter. Fiz a pole na chuva e ganhei a primeira bateria no seco. Hoje repeti o feito, ganhei com uma boa vantagem para o segundo colocado. Depois começamos as 500 Milhas com os três karts na frente, mas problemas de condição de pista e estratégia acabaram nos atrapalhando. Veio chuva, parou a chuva, veio de novo, e isso embaralhou muito a nossa corrida. Essa corrida é assim, são 12 horas de prova, e a estratégia vale muito uma vez que você sai do caminho certo, já era. Mas mesmo assim a equipe fez um bom trabalho, todos os pilotos deram o sangue. É isso que vale, batalhar sempre”

Gaetano di Mauro

 

“Foi uma experiência bastante positiva. Minha primeira vez aqui nas 500 Milhas, foi bem positivo. Participei de um stint e agradeço à Shell pela oportunidade e espero poder participar em mais edições, quem sabe contribuindo com uma vitória para o time”

Gabriel Crepaldi

 

“Já é meu terceiro ano com a Shell, consegui ganhar em 2015 em Limeira e passamos perto hoje. Tivemos um problema com o motor e perdemos a janela de parada. Isso custou a nossa vitória hoje. Mas a equipe fez um ótimo trabalho, sempre estivemos entre os primeiros colocados. Na tomada de tempo fizemos 1-2-3, mas, numa corrida de longa duração, todos estão aqui para ganhar, e quem erra menos, vence. ”

Ruben Carrapatoso