Paranaense do Endurance Brasil vai compor trio com a família Favarin. Goiano da Copa Truck vai competir ao lado de Braga e Reis.

Marcada para 18 de novembro e já apresentando recorde histórico de 72 carros inscritos, a 32ª Cascavel de Ouro confirma a participação de mais dois nomes de atuação no âmbito nacional do automobilismo. O paranaense David Muffato, atualmente disputando o Endurance Brasil, e o goiano Rogério Castro, piloto da Copa Truck, vão disputar a inédita premiação de R$ 150 mil, ambos completando trios com pilotos previamente inscritos.

Muffato, vencedor da Cascavel de Ouro em 1994 e 2004, trabalha com a meta de se igualar a seu pai, Pedro Muffato, que conquistou a prova três vezes na década de 70. Piloto do protótipo AJR da JLM Racing na temporada 2018 do Endurance Brasil, ele correrá em Cascavel como parceiro de Edgar Favarin e seu filho Israel Favarin, atuais vice-campeões da prova. Eles vão revezar o VW Gol número 22 da Stumpf Preparações-Paraguay Racing.

“Correr ao lado do Edgar, para mim, até já é comum. Já formamos dupla no Brasileiro de Marcas, na Fórmula Palio, na própria Cascavel de Ouro, onde vencemos a de 1994 juntos. É uma convivência de muitos anos, tive o Edgar trabalhando comigo na Stock Car nas equipes Boettger e Bassani”, aponta o piloto paranaense, campeão da Stock Car em 2003 e vencedor de corridas na Fórmula 3 sul-americana. Ele passou também pela Fórmula Truck.

O entrosamento favorece o trabalho de preparação, segundo Muffato. “A pilotagem do Edgar é igual à minha, com isso o acerto do carro para nós dois é o mesmo. Nunca andei com o Israel, mas ele usa um acerto parecido, porque aprendeu a guiar com o pai. Vai ser uma alegria muito grande termos a família toda reunida. O pacote técnico da equipe é muito bom, então vai dar tudo certo. Não vejo a hora de chegar a Cascavel de acelerar”, manifesta.

Vencedor da Cascavel de Ouro de 1994 correndo em trio com Favarin e Gilson Reikdall Filho e bicampeão em 2004 ao lado de seu primo Ruy Chemin, Muffato frisa a importância da questão estratégica. “São muitos carros na pista em uma prova longa. Então vamos tranqüilos e com o pé no chão, para fazer a nossa corrida de minuto em minuto, de volta em volta. A primeira intenção é o pódio, e a segunda é aproveitar a boa estrutura para brigar por vitória”.

Castro já esteve no pódio da Cascavel de Ouro em 2015, quando obteve o sétimo lugar ao lado do paulista André Marques com um Ford Ka. Neste ano, o retorno à prova se dará pela Pimba Competições, formando trio com Renato Braga e Leandro Reis, seus conterrâneos que estão inscritos há quatro meses. A equipe avalia a escolha do carro para a prova – as opções são o GM Celta com que liderou em 2017 e o Nissan March que acaba de ser finalizado.

“A Cascavel de Ouro é a corrida mais importante do Brasil na categoria Marcas 1.6, foi retomada nesse formato com a proposta da confraternização e hoje virou uma prova profissional”, aponta Castro, piloto de caminhões que em 2018 disputou duas etapas da Copa Truck. “Todo mundo anda muito junto, a pista é a mais veloz do Brasil e as ultrapassagens são difíceis, há uma série de variáveis. Por isso não adianta apenas ser o mais rápido”, ele pondera.

O goiano frisa o nível de dificuldade da disputa. “O alto nível dos pilotos e o grande número de carros submete a classificação à prova de repescagem. No ano passado corri em dupla com o Marcelo di Tripa e, por um probleminha na tomada de tempos, acabamos indo para a repescagem e não conseguimos a vaga por outro probleminha. Mas estou numa das melhores equipes da categoria e vamos trabalhar para ganhar. Se não der, o pódio é a nossa meta”.

Rogério Castro cumpre sua 20ª temporada como piloto de corridas. Fez quatro participações nas Mil Milhas Brasileiras, conquistando o segundo lugar na categoria de protótipos, e atuou em várias categorias nacionais – Pick-up Racing, Stock Light, Trofeo Linea e Fórmula Truck, onde competiu de 2013 até o campeonato ser descontinuado, em 2017. “Me apaixonei por pilotar caminhão e esse desafio me força a continuar tentando”, ele diz.