- Autódromo tem a maior média horária e a curva mais desafiadora do calendário

- Para Marcos Paioli, ganhador pela C 250 Cup, “Tarumã é um mito”

- Adriano Rabelo, primeiro colocado pela CLA AMG Cup, dá a dica para o traçado: “ousar é a receita da vitória”

De origem indígena, Tarumã é o nome de uma árvore frutífera que já foi muito comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Para os pilotos, no entanto, o nome remete ao autódromo localizado na Grande Porto Alegre. O traçado rápido, exigente e técnico será palco da sexta etapa do Mercedes-Benz Challenge, no próximo domingo, a partir das 10h.

Ao longo de décadas de história e milhares de largadas, pilotos brasileiros cunharam um lema em Tarumã: é o lugar que separa os homens dos meninos.

“Esta é uma frase que conheço desde meu início no automobilismo, em 1980”, lembra Marcos Paioli, um dos principais nomes da categoria C 250 Cup e vencedor da etapa gaúcha em 2016. “Conheço e respeito. Entre todos os autódromos brasileiros, Tarumã sempre foi um mito. Por isso, vencer lá é motivo de um orgulho especial para qualquer piloto”, observa Paioli, que obteve a vitória em Tarumã no ano passado juntamente com seu parceiro, Peter Gottschalk Júnior.

Outro ingrediente que adiciona emoção às corridas em Tarumã é o público local. A tradição e a paixão dos gaúchos por corridas criam um ambiente diferente entre todos os circuitos do País.

Com relação aos termos técnicos, um ponto fundamental nos 3.069 metros do traçado é a sua famosa “Curva 1”. Precedida pela reta principal e sucedida por outra reta, esta curva veloz de raio longo é o grande desafio da pista.

“Apesar de termos público espalhado por todo o circuito, sempre há uma torcida especial na entrada da Curva 1. Eles deliram quando percebem que algum piloto conseguiu fazer essa curva sem acender a luz do freio – ou seja, quando o piloto sequer tocou no pedal do freio. Vira uma festa”, lembra Paioli. “Ali acontecem as manobras mais radicais do fim de semana”, completa.

Por características como essa, Tarumã é a pista que apresenta as maiores médias horárias do campeonato. “O motor é extremamente exigido, sempre em altas rotações”, detalha Paioli. “Utilizamos um acerto de asa traseira calibrado para manter o carro mais estável possível nas curvas 1, 8 e 9, que são as mais velozes e onde se pode ganhar mais tempo por volta. Os freios também são exigidos além do normal, principalmente na entrada da chicane, nas curvas do Laço e Tala-Larga”, observa o piloto.

Devido a esta configuração, os pilotos tendem a buscar manobras mais arrojadas. “Tarumã é uma pista onde quem ousa mais tende a se sair melhor”, diz Adriano Rabelo, vencedor da etapa gaúcha em 2016 na categoria CLA AMG Cup. “Eu competi pela primeira vez no traçado durante a temporada passada. Até o final dos treinos, não consegui decifrar os segredos da pista. Então decidi ir para o tudo ou nada durante a sessão classificatória. Acabei encaixando uma volta tão boa que me garantiu largar da pole! Assim é Tarumã: você tem que buscar o seu limite, sempre”, conta o piloto, apelidado de Cearense Voador.

A sexta etapa do Mercedes-Benz Challenge terá largada às 10h de domingo, com transmissão ao vivo pelo Band Sports. Confira a classificação do campeonato:

 

CLA AMG Cup

1) Fernando Júnior – WCR, 91

2) Betão Fonseca – Center Bus Sambaíba Racing, 61

3) Roger Sandoval – Mottin Racing, 55

4) Lorenzo Varassin – Cordova Motorsports, 52

5) José Vitte – WCR, 51

6) Raijan Mascarello – Mottin Racing, 41

7) Luiz Carlos Ribeiro – Ourocar Racing, 41

8) Pierre Ventura – Cordova Motorsports, 40

9) Renato Braga – Rsports Racing, 39

10) Adriano Rabelo – Cordova Motorsports, 31

11) Paulo Varassin – Cordova Motorsports, 30

12) Fernando Poeta – Mottin/Sul Racing, 26

13) Fernando Amorim – Mottin/Sul Racing, 25

14) Fabio Escorpioni – Hot Car Competições, 23

15) Cristian Mohr – WCR, 17

16) Danilo Pinto – Cordova Motorsports, 16

17) Alexandre Buender – Mottin/Sul Racing, 8

18) Cesar Fonseca – Center Bus Sambaíba Racing, 2

19) Arnaldo Diniz – Comark Racing, 0

 

C 250 Cup

1) Claudio Simão – Center Bus Sambaíba Racing, 81

2) André Moraes Jr. – PGL Racing, 66

3) Raphael Teixeira/Rodrigo Cruvinel – Brandão Motorsport, 66

4) Flavio Andrade – Hot Car Competições, 59

5) João Lemos – PGL Racing, 53

6) Marcos Paioli/Peter Gottschalk – Paioli Racing, 50

7) Alexandre Navarro – Rsports Racing, 41

8) Cello Nunes – Rsports Racing, 36

9) Peter Michael Gottschalk – Paioli Racing, 31

10) Beto Rossi – Paioli Racing, 30

11) Max Mohr – Rsports Racing, 29

12) Carlos Machado – Center Bus Sambaíba Racing, 29

13) Bruno Alvarenga – Rsports Racing, 15

14) Ydenis Souza/Bruno Alvarenga – Rsports Racing, 15

15) Carlos Alberto Guilherme/Sergio Kuba – Center Bus Sambaíba Racing, 15

16) Ciro Lobo/Fabio Peterson – Center Bus Sambaíba Racing, 15

17) Luiz Barcellos – Center Bus Sambaíba Racing, 14

18) Fernando Pessoa – Center Bus Sambaíba Racing, 6

19) Rudinei Sabino – Center Bus Sambaíba Racing, 4

20) Giusepe Vecci – Friato/DCM, 1