Mais de 500 universitários com 73 protótipos de 48 universidades de 10 Estados brasileiros encerraram sua participação depois de três dias de competição no Kartódromo de Interlagos (SP).

Em pleno Black Friday mundial, os universitários brasileiros mostram o que é consumo com economia. Contrastando com a velocidade superior a 250 km/h e o barulho ensurdecedor dos bólidos da Le Mans 6 Horas de São Paulo, no Autódromo de Interlagos, no vizinho Kartódromo Ayrton Senna mais de 500 estudantes, com 73 protótipos de 48 universidades de 10 Estados (SP, RJ, PR, SC, RS, MG, MT, BA, MA, PI) tentaram até hoje (28/11), no maior silêncio e com velocidades inferiores a 25 km/h, também alcançar a melhor performance energética com motores movidos a Gasolina, Etanol e por Eletricidade, na11ª Maratona Universitária da Eficiência Energética.

“A busca pela maior eficiência energética é um dos principais focos de desenvolvimento dos motores da Renault. E vamos atrás deste objetivo desde o repasse da tecnologia da Fórmula 1 para os carros de rua, até o incentivo e apoio aos estudantes na pesquisa e testes para o desenvolvimento de novas tecnologias em prol da economia e preservação do meio ambiente”, comentou Caíque Ferreira, Diretor de Comunicação da Renault do Brasil, que apóia a Maratona de Eficiência Energética desde 2007.

A 11ª Maratona Universitária da Eficiência Energética foi um sucesso depois de três dias de competição na zona sul de São Paulo, apesar dos contratempos iniciais por causa das fortes chuvas. De acordo com Alberto Andriolo, idealizador e organizador do evento, este ano houve uma participação maior com a estreia de mais nove universidades, e a inscrição de mais 23 protótipos.

“Isto demonstra que estamos na direção correta. Uma das provas do interesse despertado é que a distância não foi um impedimento, pois tivemos participações do Maranhão, Piauí, Mato Grosso, entre outros Estados distantes. O caminho do crescimento não tem volta”.

“Parceira do evento, a GreenWorks detectou uma sensível melhora nos projetos, uma evolução na construção e uma concorrência mais acirrada, com equilíbrio cada vez maior entre os estudantes. Isto também nos força no aprimoramento e precisão nas medições e avaliações. Uma gota de combustível já está fazendo a diferença no resultado”, elogiou Andriolo.

O vencedor entre os veículos movidos com Gasolina foi o Pé de Pano, do Instituto Mauá de Tecnologia (SP), com 364,114 km/l., seguido do Popygua, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, de Pato Branco, com 309,355 km/l., e em terceiro ficou o EcoCtism, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), com 303,555 k/l.

Na categoria Etanol a primeira posição ficou também com o Instituto Mauá de Tecnologia, que alcançou 255,748 km/l com o protótipo Barão de Mauá. Em segundo ficou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que levou o Paranauê a 252,014 km/l e a seguir a Universidade Federal de Santa Maria, que atingiu 171,656 km/l.

Na categoria Elétrico o campeão foi o modelo Jarvis Mark II, da Fatec de Santo André (SP), que consumiu 54,073 KJoules. O vice-campeão foi o Theodomiro, da Unifei, com 67,678 KJoules e na terceira colocação ficou o Instituto Mauá de Tecnologia, com Carbono 14 e a marca de 71,028 KJoules.

A Maratona Universitária da Eficiência Energética é uma competição que oferece o desafio para estudantes de escolas de ensino superior na área de engenharia criar protótipos dos veículos mais econômicos e inovadores do Brasil, quanto ao uso eficiente de combustíveis nas categorias gasolina, etanol ou eletricidade. Disputada desde 2004, a Maratona Universitária da Eficiência Energética é a quarta maior competição do gênero no mundo e a única organizada na América Latina. Vencem as equipes cujo veículo consegue obter o menor consumo de combustível.