Além das oferecidas aos pilotos no pódio, novas taças premiarão o autor da volta mais rápida e a equipe vencedora da prova brasileira

Na primeira edição da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé o troféu de vencedor da etapa brasileira da Fórmula Indy foi muito elogiado por todos os pilotos, autoridades da capital paulista, integrantes das equipes e até mesmo jornalistas estrangeiros que vieram acompanhar a corrida nas ruas paulistanas. Criação do artista plástico Paulo Soláriz para a estreia da prova, em 2010, a obra permanece inalterada para este ano. Para 2011, o evento vai ampliar o número de premiados com troféus e, por isso, vai apresentar duas novidades: a equipe vencedora da prova e o piloto que fizer a volta mais rápida também receberão obras de arte com a assinatura de Soláriz.

“A escultura que a equipe vencedora vai receber representará o ‘Go! Go! Go!’ (‘Vai! Vai! Vai!’, em inglês), termo muito usado pelas equipes no rádio para ajudar o piloto a saber o momento certo de sair acelerando, principalmente ao fim das paradas de boxes e nas largadas e relargadas. Além disso, o autor da volta mais rápida da corrida será premiado com o Troféu Speedy. Há um padrão de unidade visual entre os troféus, que representam o estilo de trabalho do artista, mas as peças são bem diferentes entre si. A obra da equipe é um trabalho bem específico para o time, e mostra um mecânico fazendo o sinal para o piloto seguir para a pista. Já a peça do piloto tem linhas que sugerem velocidade e traços representando asas, retratando bem o intuito do prêmio”, explicou Paulo Soláriz.

Apaixonado pelo esporte a motor e com um currículo de quase 50 exposições, entre individuais e coletivas, e diversos prêmios, o pintor e escultor tem obras de seu acervo em sedes de empresas importantes no país, como, por exemplo, do Instituto Ayrton Senna; assim como no exterior, caso da Escola de Pilotagem Martin Hines, na Inglaterra; e da Sasol Oil Company, na África do Sul.

Para Soláriz, o Troféu Bandeirante, criado para a corrida de 2010, acabou se identificando com o próprio evento e já é integrante da prova brasileira. “O troféu foi concebido de uma forma a retratar a cidade de São Paulo. A base do troféu é de fibra de carbono, fazendo, assim, alusão à tecnologia utilizada nos carros. A escultura abstrata e curvilínea em vermelho, com design agressivo, simboliza os viadutos tão comuns na cidade e também representa a modernidade que coloca São Paulo no primeiro mundo como exportadora de design. O boneco com a bandeira representa os Bandeirantes, que desbravaram o interior do Brasil e fincavam suas bandeiras para mostrar que haviam passado por ali. Além disso, a peça mostra o movimento de um trabalhador puxando ou carregando algo, não apenas um movimento de bandeirada. O Troféu Bandeirante já faz parte da tradição da prova”, resumiu o artista.