O piloto Helio Castroneves, do Team Penske de Fórmula Indy, iniciará neste final de semana a sua 14ª temporada na Fórmula Indy e 12ª pela equipe de Roger Penske. A etapa no traçado urbano de St. Petersburg, na Flórida (USA), marcará a abertura do 2011 IZOD IndyCar Series e se constituirá na 227ª corrida do brasileiro na categoria, incluindo as competições sob as “bandeiras” Cart e IRL.

Detentor de 25 provas conquistadas e ostentando a condição de brasileiro com o maior número de vitórias em toda a história da Fórmula Indy, Castroneves tem muito claro os objetivos para o certame deste ano, o último com os chassis Dallara e motor Honda V8 de 3,5 litros.

“Ao longo desses anos todos na Indy, pude conquistar resultados que muito me honraram, mas ainda não senti o gostinho de ser campeão. ‘Bati na trave’ duas vezes, em 2002 e 2008, sendo vice-campeão. Então, o título continua sendo um objetivo muito forte para mim e vou fazer como sempre fiz nesses anos todos, darei tudo de mim para ser campeão e levar mais essa conquista para o Team Penske”, disse o piloto que defende o atual time desde 2000.

Ao seu entusiasmo renovado por uma nova temporada, soma-se o fato de ter sido o piloto mais rápido nos treinos preparatórios para o campeonato, realizados entre 14 e 15 deste mês no circuito misto permanente do Barber Motorsports Park, no estado do Alabama.

“Nossa preparação foi muito boa, dentro e fora das pistas. Conseguimos grandes parceiros, reforçamos outras parcerias e o Team Penske foi capaz de se mostrar competitivo com todos os seus pilotos, não só comigo mas também com o Will Power e o Ryan Briscoe”, avaliou o responsável por três das 15 vitórias de Roger Penske na Indy 500.

Em suas cinco participações em St. Petersburg, Castroneves construiu um retrospecto positivo, incluindo as vitórias de 2006 e 2007, esta última potencializada também pela conquista da pole position, a 18ª de um total de 39 largadas na posição de honra que possui, outro recorde dentre os atuais integrantes da Fórmula Indy.

“Quando você tem um traçado como o de St. Pete, de rua, com retas significativas e trechos bem sinuosos, é muito difícil encontrar o equilíbrio no acerto do carro. Para aproveitar bem as retas, o melhor é ter menos asa, mas se o carro não tem o arrastro aerodinâmico necessário, fazer as curvas de baixa velocidade e truncadas fica muito complicado. Então, o setup tem de ter um pouco das duas caraterísticas e na medida certa. No mais, o piloto tem de tirar no braço as deficiências e essa é a graça da Fórmula Indy, que valoriza a capacidade do piloto”, explicou Castroneves.