Os pilotos da Hot Car juntos na pista de Curitiba.

Mudanças nas regras dos pits vão tornar a disputa da 1ª etapa ainda mais emocionante. Na equipe Hot Car, os carros de Giuliano Losacco e Eduardo Leite mostraram boa performance no classificatório, mas a garoa atrapalhou a estratégia do time

A restrição de cinco mecânicos e uma pistola para a troca de pneus e a inexistência da janela para os pit stops prometem tornar a disputa da 1ª etapa da Copa Caixa Stock Car, neste domingo (dia 20), em Curitiba (PR), ainda mais emocionante. Neste sábado (19), quem levou a melhor foi o paulista Marcos Gomes, que cravou a pole position.

O classificatório apresentou muitas variantes e foi marcado por uma fina garoa, que no início atrapalhou a estratégia de algumas equipes, que temiam uma chuva mais forte. Na equipe Hot Car Competições (Bardahl / Agecom), os pilotos Giuliano Losacco e Eduardo Leite arriscaram e foram os primeiros a ir pra pista. Mas, no final, a chuva não caiu e os que saíram depois se beneficiaram pela pista mais seca.

“Foi uma opção sair logo, pois achávamos que poderia piorar. Arriscamos e não deu certo”, comentou o bicampeão Losacco, que vai largar em 22º. O piloto ainda foi prejudicado pela bandeira vermelha, que paralisou o treino após o acidente com Alceu Feldmann. “Já havia melhorado duas parciais e tive de descartar a volta”, explicou. “Mas o carro está bom e amanhã a meta é terminar na zona de pontos”, finalizou.

Para o estreante Eduardo Leite, piloto mais jovem da temporada, o domingo vai ser repleto de emoções. Além de largar pela primeira vez na principal categoria nacional, ele vai ter outras novidades pela frente: o pit stop e o uso do push to pass, sistema que dá um ganho de potência ao motor e facilita as ultrapassagens ou defesa de posição.

“Nunca fiz pit stop e não sei na prática como funciona o push to pass. Vamos aguardar e ver como vai ser amanhã. Hoje, continuei minha adaptação e amanhã espero conseguir marcar alguns pontos”, declarou o piloto de 22 anos, que parte do 27° posto.

Amadeu Rodrigues, chefe da equipe, admitiu o risco na estratégia. “A previsão era de chuva, então achei melhor liberar logo os carros. Aconteceu o contrário. A chuva parou e nós fomos pra pista com o asfalto mais úmido. Para amanhã, vamos buscar os pontos, evitar acidentes e focar no trabalho nos boxes”, ressaltou.

“O desempenho no pit stop vai ser fundamental. Não existe mais uma janela, podemos parar quando quisermos e temos de ser precisos, já que agora há menos mecânicos. Vamos treinar as paradas ainda neste sábado para que tudo saia como o planejado”, concluiu Rodrigues.