No mítico circuito italiano, único brasileiro da categoria aproveita para conhecer a Tamburello, curva que vitimou seu ídolo Ayrton Senna em 1994

A GP2 asiática deu início nesta sexta-feira às atividades da segunda e última rodada dupla da temporada 2010, em Imola. O campeonato de preparação para a divisão europeia da categoria, principal porta de acesso à F-1, teve de ser encurtado e modificado por conta de o Bahrein, palco original das etapas finais, ter sido local de sérios conflitos políticos, que forçaram até o cancelamento do próprio GP de F-1.

Único brasileiro na pista, Luiz Razia chegou a liderar a classificação até a metade, quando uma bandeira vermelha interrompeu a sessão. O reinício da tomada de tempos, no entanto, viu o piloto baiano do Team AirAsia enfrentar tráfego e terminar em 11º, abrindo a sexta fila na corrida deste sábado, marcada para as 10h (de Brasília). A pole position ficou com o francês Romain Grosjean.

“Foi um bom treino. No primeiro jogo de pneus consegui andar entre os cinco; já no segundo, acabei pegando tráfego e minha melhor volta foi apenas na quinta. Quando corremos sozinhos, melhoramos cerca de meio segundo na volta boa, mas, como outras categorias estão correndo aqui, nossa evolução foi de 0s2. Esses três décimos poderiam ter me colocado entre os seis, o que era nossa meta”, analisa o competidor de 21 anos.

“O carro não está tão rápido, uma vez que estamos com problemas de acerto, mas a corrida é longa; serão 35 voltas, com pit stop. O objetivo neste fim de semana é trazer pontos para a equipe, que briga pelo título da temporada”, comenta Razia, terceiro piloto do Team Lotus na F-1, que aproveitou a oportunidade de estar em Imola para conhecer de perto a curva Tamburello, que tirou a vida de seu ídolo, Ayrton Senna, em maio de 1994, quando Razia tinha apenas cinco anos de idade.

“É uma pista muito legal e rápida, com umas curvas a mais de 200 km/h. Tem muitas ondulações, mas gostei bastante no geral. Quando caminhei pela pista tive a oportunidade de conhecer a Tamburello e lá tem um monumento bem legal do Senna. Foi interessante passar por um lugar onde um ídolo perdeu a vida; é bom correr em locais que têm história”, completa.